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sábado, 6 de agosto de 2016

Eleições municipais de 1982

Dix-Huit Rosado em sua candidatura a prefeito de Mossoró nas eleições municipais de 1982. 

Jerônimo DIx-Huit Rosado Maia foi candidato a prefeito de Mossoró em 1982, tendo como companheiro de chapa a vice-prefeito, o industrial Silvio Mendes de Souza. Era candidato pelo Partido Democrático Social - PDS, ex-ARENA(Aliança Renovadora Nacional). . 

A chapa Dix-Huit Rosado/Silvio Mendes derrotou os candidatos Joao Batista Xavier(MDB, candidato a prefeito, e Rogério Dias, candidato a vice prefeito. Dix-Huit Rosado foi prefeito de Mossoró de 1983 a 1988.

sábado, 21 de maio de 2016

Bairros de Mossoró

Lista com os principais Bairros da Capital do Oeste Potiguar, Mossoró.

Bairro Santo Antônio – Um dos mais populosos bairros da cidade, e também um dos mais violentos.

Bairro Bom Pastor

Bairro Barrocas


Bairro Alagados

Bairro Itapetinga

Bairro Alto da Conceição

Bairro Belo Horizonte

Bairro Costa e Silva

Bairro Aeroporto

Bairro Boa Vista

Bairro Doze Anos

Bairro Forno Velho

Bairro Dix-Sept Rosado

Bairro Alto de São Manoel

Bairro Abolição

Bairro Dom Jaime Câmara

Bairro Planalto 13 de Maio

Bairro Nova Vida(Malvinas)

Bairro Vingt-Rosado

Bairro Walfredo Gurgel

Bairro Alto do Sumaré

Bairro Bom Jesus

Bairro Monte Olímpio

Bairro Nova Betânia

Bairro Santa Delmira

Bairro Resistência

Bairro Wilson Rosado

Bairro Integração

Bairro Centro

Bairro Paredões

Bairro Paraíba

Bairro Bom Jardim

Bairro Redenção I


Bairro Redenção II

Bairro Parque das Rosas

Bairro Promorar


*Caso esteja faltando algum bairro nesta lista, contribua com a gente e informe o nome, e ainda se tiver algum informação histórica sobre qualquer um desses bairros, envie um email para tudodorn@outlook.com. Agradecemos por sua ajuda.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Lindomarcos Faustino - escritor



LINDOMARCOS FAUSTINO VIEIRA é filho de Lindon Johnson Vieira e Maria Vilanir Faustino Vieira, nasceu neste município e cidade de Mossoró – Estado do Rio Grande do Norte, no dia 22 de novembro de 1987, na Maternidade Almeida Castro. 

Os primeiros estudos de Lindomarcos aconteceram na Escola Estadual Professora Margarida Maria de Souza, quando ali cursou o 1º Grau, atual Ensino Fundamental. Foi justamente ali que ele começou a mostrar seus dons e talentos como poeta, mais precisamente no dia 19 de novembro de 2001. Nesta data ele fizera a poesia intitulada “Liberdade”, publicada em seu primeiro livro: “Meu Primeiro Passo”, Coleção Mossoroense, 2003.

O Segundo Grau, atual Ensino Médio, ele cursou na Escola Estadual Professor Hermógenes Nogueira da Costa, onde participou de um concurso de poesia obtendo o 2º lugar com o poema “O Homem.” Daí por diante o jovem poeta não parou de escrever e publicar seus trabalhos poéticos em o jornal “O Mossoroense” e livros.

Sobre seus livros, vários colegas escritores fazem suas apreciações críticas:

“No seu primeiro livro, que propositalmente intitulou de “Meu Primeiro Passo”, já mostrou a sua linha de poesia que seria o amor. Lançou seu trabalho pela Coleção Mossoroense em março de 2003. Pouco tempo aparecia com um novo livro que intitulou de “Eu e a Solidão”, com letras impregnadas de emoção. Aparece-me agora com o seu terceiro trabalho “Súplicas de amor e lágrimas” é o titulo do livro. Nele, Lindomarcos abre seu coração e expõe sua alma. Alma de um jovem apaixonado que passou para o papel seus sentimentos, seus sonhos e suas emoções. (Geraldo Maia do Nascimento).

“Destes meninos que começaram recentemente a se lançar no mundo literário mossoroense, Lindomarcos Faustino tem sido o mais atrevido (...) Seus versos estão em fase de amadurecimento, de descoberta, de aprimoramento, porém, percebe-se, conhecendo o poeta, que ele vai chegar lá, sua curiosidade diz isto.” (Caio César Muniz).

“Lindomarcos Faustino é um jovem poeta, tocado e inspirado por assunto do cotidiano. Apresenta com leveza e rima as situações mais comuns como o trabalho, estudo, dinheiro, além dos sentimentos mais humanos de bondade, otimismo, dor, saudade, tristeza, alegria e afeto. Vida, fé, amizade, dor e além de tudo o amor são os principais temas tratados neste livro.” (Laura Paiva). 

“Poetas já decantaram a vida das mais variadas formas. Lindomarcos nos mostra a vida no cotidiano, nos aspectos mais simples e do interesse comum” (Monsenhor Américo Vespúcio Simonetti).

“Avante, jovem, tenha certeza que em toda caminhada terrena sempre encontramos ombros amigos para nos amparar. Finalizo esta página de entusiasmo, com palavras do próprio jovem escritor. “Para você ser uma pessoa muito feliz neste viver / Enfrente todos os obstáculos sem medo de fracassar, Jamais chore por uma derrota, pois faz parte da vida perder. E lembre-se que você pode todos seus problemas solucionar. ”(Padre Sátiro Cavalcante Dantas).

“... Lindomarcos Faustino Vieira faz trabalho que tem o objetivo de trazer à tona tudo aquilo que diz respeito ao “coração”, tudo o que é bom e louvável através da poesia romântica, além de nos fazer viajar e voltar ao tempo da nossa adolescência, do ontem, do hoje e do sempre à procura do amor ágape.” (Edna Paiva de Souza)

“O jovem poeta mossoroense usa palavras apaixonadas. Mensagens de alegria intercaladas de tristeza, de decepção e esperança. Procurar penetrar na essência das coisas, sobretudo dos sentimentos mais sublimes. (...) O menino que elaborou seu primeiro verso aos 13 anos de idade está mais maduro e já faz parte dos poetas que orgulham a terra potiguar.” (Dr. Laíre Rosado Filho) 

“Lindomarcos, rapaz humilde, simples, é um abnegado, faz seu trabalho sem estardalhaço, publica seus livros por conta própria, depois incansavelmente vende-os um por um, até ter a edição esgotada, uma façanha que poucos escritores da província conseguem realizá-la.” (Rubens Coelho)

“Lindomarcos se propõe a uma literatura militante. Não aquela para salvar o mundo, na qual acreditamos todos, com maior ou menor paixão, mas aquela para salvar o indivíduo, o homem caído ao fim de cada dia, e para reanimá-lo ao enfrentamento do dia seguinte com suas novas quedas.” (Aécio Cândido)

“Lindomarcos caminha levando em seus ombros o peso da sua grande experiência na literatura já que esse é o seu oitavo livro de poesia. Seus versos são feitos de pensamentos ligeiros sua poesia é boa e bonita como o canto das águas de uma nuvem que se faz chover em bela tarde de verão sertanejo.” (Zé Lima)

“Um menino quase um homem, Um homem quase menino, Um trovador de vontade, Um menestrel genuíno, Menino, homem e poeta, Pedalando um só destino.” (Antônio Francisco)

“Lendo seus poemas somos transportados para um mundo onde o homem isolado dos seus sonhos morre. E no autor encontramos vida, que cresce a amadurece na ânsia de encontrar a felicidade.” (Margreth Freire Albuquerque)

“Lindomarcos Faustino faz parte de uma geração que não se intimida diante dos obstáculos (para alguns intransponíveis) e se lança de corpo e alma ao labor instigante de pesquisar, digitar, ir atrás de patrocínio e vender suas obras.” (Padre Guimarães Neto)

“Afinal vejo no mesmo um talento nosso que saiu de uma família humilde; porém, honrada e a se tornar alguém capaz de nos transmitir maravilhas através da sua escrita.” (Gilson Gardoso).

“O primeiro mérito da poesia de Lindomarcos é a coragem de “dar a cara” e vir a lume; tantos produzem tanta poesia, porém, que irá permanecer inédita para sempre, sem ingressar no mundo literário.” (Paulo Afonso Linhares) 

“Escritor, poeta e historiador, Lindomarcos trilha pelo caminho das letras com vontade de se tornar cada vez maior, dentro do ofício que escolheu. Para tanto, com esforço está pavimentando esse caminho lançando luz à sua vocação.” (Gilberto de Souza) 

“Lindomarcos, mais uma vez, se tornara um bom Samaritano, ao traçar novas linhas de pesquisas, fazendo ressurgir fatos marcantes da nossa história. Iluminando-nos e reacendendo a esperança de que jamais essa história perecerá com o tempo.” (Wilson Bezerra de Moura)

Ainda outros poetas e escritores, amigos de Lindomarcos, fizeram suas apreciações sobre suas obras e o autor. 

Em novembro do ano de 2004, Lindomarcos participou de um concurso literário, cujo tema foi “Concurso Literário Maria Silva de Vasconcelos Câmara”, sendo classificado em segundo lugar, promovido pela Prefeitura Municipal de Mossoró e Secretaria da Educação do Município, atual Gerência Executiva da Educação e do Desporto. 

Este jovem poeta trata-se de uma pessoa muito habilidosa naquilo que se propõe a fazer. Por outro lado é um incansável pesquisador da cultura, da história e dos costumes do povo mossoroense. Lindomarcos é membro da Associação dos Poetas e Prosadores de Mossoró (APOEMA), neste município e cidade de Mossoró, desde 2001. No dia 25 de novembro de 2013 foi agraciado pela Câmara Municipal de Mossoró com a “Medalha do Mérito Cultural Vintg-un Rosado”, pelo Decreto Legislativo 65/2013, o ato solene ocorreu no Teatro Municipal Dix-huit Rosado; ainda recebeu a Medalha de Reconhecimento pela Câmara Municipal de Mossoró, em 2014.

No dia 28 de agosto de 2015, Lindomarcos Faustino estreou a coluna “Relembrando Mossoró”, no jornal Gazeta do Oeste, onde toda sexta-feira ele nos trazem um personagem que fez história no passado mossoroense. Onde iniciou com a biografia de Monsenhor Huberto Bruening, na página ClassificAÇÃO. 

Como poeta e escritor, ele nos conta que ainda há muita coisa para se fazer tanto no sentido cultural quanto histórico. De uma forma ou de outra, Lindomarcos vem contribuindo para com a cultura e a história do povo local.

Seus livros publicados foram:

Meu Primeiro Passo – 2003
Eu e a Solidão – 2005
Súplicas de Amor e Lágrimas – 2006 
Coisas de Amor – 2008
Páginas da Vida – 2009 
Pedaços de Mim – 2010
Dois Corações e Uma História – 2010
Catedral de Santa Luzia (Um Pouco de Sua História) – (2010 - 1° edição / 2011 - 2° edição / 2012 - 3° edição)
Paróquias e Capelas de Mossoró – (2011 - 1° e 2° edição)
Conexão com o Amor – 2012
Memorial dos Sacerdotes de Mossoró – 2012
Mossoró – Fatos Cronológicos – 2013
A Saga da Radiofonia Mossoroense – 2014
Governantes de Mossoró – 2014
Diocese de Mossoró – 80 anos de Evangelização (1935 – 2014) – 2014.
Figuras Mossoroenses – 2015
Santa Luzia – Memorando seus Festejos – 2015
Relembrando Mossoró – 2016.
Uma Viagem Pelas Ruas de Mossoró – 2017
Trilhando nos Caminhos do Passado de Mossoró – 2017

domingo, 15 de novembro de 2015

Cronologia da História de Mossoró

1605 - Jerônimo de Albuquerque cede uma sesmaria(terra) aos filhos na área onde hoje está Mossoró. Mas o fato não tem relação com o povoamento do local.

1678 - Moradores das capitanias e Pernambuco e Rio Grande decidem povoar o sertão da província. Este fato deflagra o povoamento da região.

1739 - Os historiadores registram a existência da Fazenda Santa Luzia, de propriedade de Teodorico da Rocha Bezerra.

1770 - O sargento Antônio de Souza Machado é o novo proprietário da Fazenda Santa Luzia.

1772 - Atendendo pleito de Antônio de Souza Machado, as autoridades eclesiásticas concedem licença para a construção da Capela de Santa Luzia, fundamento para o povoamento da área.

1842 - A resolução 87 torna Mossoró, que já tem este nome, Freguesia.

1852 - Mossoró é declarada Vila e Município, o que dá origem a formações políticas.

1853 - Instalada a Câmara Municipal de Mossoró.

1861 - Mossoró é declarada Comarca, pela lei nº 499.

1870 - A 9 de novembro Mossoró é declarada Cidade.

1883 - Através de batalha da Loja Maçônica 24 de Junho, Mossoró se torna a primeira cidade do Rio Grande do Norte a libertar os escravos.

1927 - Lampião ataca a cidade em 12 de junho e é rechaçado pelas forças locais. O cangaceiro Jararaca é ferido em combate e morre em Mossoró.

1927 - A professora Celina Guimarães Viana requer o direito de voto e obtém se tornando posteriormente a primeira eleitora da América Latina.

Fonte:Jornal Gazeta do Oeste
Domingo,  11 de dezembro de 1994

sábado, 7 de novembro de 2015

Vila Maisa

Espaço destinado a postagens da Vila Maísa, uma das mais importantes comunidades do município de Mossoró.

Comunidades

Aqui será postado a história das comunidades do município de Mossoró.

sábado, 3 de outubro de 2015

Dix-Huit Rosado - ex-prefeito


Jerônimo Dix-Huit Rosado Maia, nasceu em 21 de maio de 1912, na cidade de Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte. Filho de Jerônimo Rosado Maia e Isaura Rosado Maia, formou-se, no ano de 1935, em Medicina pela Universidade Federal da Bahia e em 1937 contraiu matrimônio com Naide Medeiros Rosado com quem teve seis filhos: Liana Maria, Mário Rosado, Margarida Maria, Maria Cristina, Naide Maria e Carlos Antonio Rosado.

A partir dos anos 40, Dix-Huit Rosado dedicou-se à vida pública nas três esferas, federal, estadual e municipal. Sempre com a atenção voltada para sua terra natal, todas as vezes que exerceu algum cargo público procurou de certa forma beneficiar Mossoró. Um exemplo claro desse comportamento foi quando esteve à frente do Instituto Nacional do Desenvolvimento e Reforma Agrária – INDA, que conseguiu construir, equipar e federalizar a Escola Superior de Agricultura de Mossoró – ESAM, atual Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA. Foram tantas atitudes como esta, que nos leva a admitir que o êxito eleitoral de Dix-Huit em Mossoró, acredita-se ter acontecido como forma do povo mossoroense demonstrar seu reconhecimento pela sua obsessiva luta em beneficio da cidade onde nasceu. Em Mossoró foi prefeito durante três mandatos: o primeiro de 1973 a 1976; o segundo de 1983 a 1988; e o terceiro de 1993 a 1996. Marcadamente, a sua preocupação com a cultura de Mossoró data de 1984 quando idealizou a criação da Zona Especial do Corredor Cultural de Mossoró, realizando no dia 28 de setembro um seminário para discutir o assunto; e em 1993 com a criação da Fundação Municipal de Cultura, através da Lei 756/93, do dia 24 de agosto, e a realização do V Fórum Cultural de Mossoró de 12 a 28 de agosto.

O Velho Alcáide, como gostava de ser chamado, era portador do título de Professor Honoris Causa da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e de Sócio Benfeitor e Honorário de todas as Sociedades e Associações Estaduais de Engenheiros Agrônomos e Veterinários do Brasil.
Em reconhecimento aos seus méritos de cidadão e homem público de vida ilibada, foi ainda agraciado com o titulo de Cidadão Cearense, Paraibano, Fortalezense, Natalense, e além de cerca de 50 outros municípios que lhe outorgaram o mesmo título, como Assú/ RN, Carnaubais/RN, Governador Dix-Sept Rosado/RN, Ibirubá/RS, Ipanguaçu/RN, Uberaba/MG, Uberlândia/MG, Surubim/PE, Quixadá/CE, Castanhal/PA e outros, todos localizados nos mais diferentes pontos do País.

Dix-Huit costumava dizer: “Quem não faz um pouco mais por sua terra, não fará nada pela terra de ninguém”. Frases como esta o imortalizaram. Serra Grande (era assim que muitos mossoroenses e sua filha caçula – Naide Maria, o chamavam), veio a falecer na função de Prefeito de Mossoró (seu terceiro mandato) em 22 de outubro de 1994 aos 86 anos de idade.

Dix-Huit Rosado é hoje e será considerado sempre, na historiografia mossoroensse, um verdadeiro patrimônio da cidade de Mossoró. É patrono de um Teatro Municipal na cidade de Mossoró, o "Teatro Municipal Dix Huit Rosado"

História do Teatro Dix-Huit Rosado

Teatro Municipal Dix-Huit Rosado

A história de luta pela construção de um Teatro Municipal para Mossoró vem desde o início do Século passado (Sec. XX), mais acentuadamente nos anos 80 e 90, com as lutas dos artistas mossoroensses mobilizados e coordenados pela Cooperativa Caiçara de Artistas, Técnicos e Produtores Culturais de Mossoró – COOCAR.

É preciso lembrar o acirramento das lutas e protestos que esses artistas, reivindicando um Teatro para Mossoró, vivenciaram, chegando a realizar uma “Procissão das Tochas”, no dia 24 de agosto de 1993. Percorrendo durante 24 horas as principais ruas, praças e logradouros de Mossoró, gritando palavras de ordem, lendo textos teatrais e poemas e fazendo encenações, esta estratégia foi uma forma de chamar a atenção do poder público e da população em geral para a necessidade de ser construído em Mossoró, um Teatro Municipal. A partir daí, as preocupações do poder público foram se aguçando e em 1996, a Prefeitura Municipal de Mossoró – PMM, alugou o prédio do Cine Teatro Cid (que estava desativado) e lá instalou, provisoriamente, o Teatro Municipal de Mossoró denominando-o de Lauro Monte Filho. O Teatro Municipal Lauro Monte Filho, em 2001, passou a ser estadual e o Teatro Municipal de Mossoró passou a ser chamado de Dix-Huit Rosado, conforme Lei Nº 1534/2001, de 24 de agosto de 2001.

Com a presença da PETROBRAS nesta cidade de Mossoró, empresa interessada em estreitar laços com as comunidades onde atuava, é convidada pela PMM para juntas realizarem a empreitada de construírem o Teatro Municipal de Mossoró. Acatado o desafio, em 2001 iniciou-se a construção do Teatro Municipal de Mossoró, um investimento da ordem de R$ 6 milhões, graças à parceria realizada entre a PETROBAS, Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Mossoró, sendo sua inauguração em 05 de agosto de 2004. Esse ato inaugural contou com a presença da então prefeita Rosalba Ciarlini Rosado, o vice-prefeito Antônio de Farias Capistrano, o presidente da Fundação Municipal de Cultura Antônio Gonzaga Chimbinho, o deputado federal Betinho Rosado, o Gerente Geral da PETROBAS no Rio Grande do Norte Horácio Lugon e outras autoridades.

A programação de inauguração foi realizada no período de 06 de agosto a 03 de setembro de 2004, praticamente um mês de festa em exaltação à arte e à cultura. Nessa ocasião, apresentaram-se artistas e grupos tais como: Antônio Nóbrega (Recife - Pe), Clotilde Tavares(Natal-RN), Cia. Gesto de Dança (Mossoró-RN), Sônia de Paula(Rio de Janeiro – RJ), Grupo de Teatro Pessoal do Tarará(Mossoró-RN), Christian Pinheiro (Mossoró - RN), Cia. Cazumbá de Teatro e Dança (São Luiz- MA), Cia. RN de Teatro (Natal – RN), Elizabeth Savalla (Rio de Janeiro – RJ), Coral Madrigal da UFRN (Natal - RN ), Grupo Imburana Mororó (Mossoró-RN), Grupo de Teatro Universitário de Mossoró – GRUTUM (Mossoró-RN), Grupo Vina (Mossoró-RN),Eliane Giardini (Rio de Janeiro – RJ), Música de Câmara Brasil (Rio de Janeiro – RJ), Cia. Escarcéu de Teatro (Mossoró-RN), Coral Carcará (Mossoró – RN), Coral da PETROBRAS (Natal – RN), Orquestra Talento PETROBRAS (Natal – RN), Cia. Pão Doce de Teatro (Mossoró-RN), Gal Costa (Rio de Janeiro – RJ),Cia de Teatro Sol ( Natal - RN) e o Grupo Arruaça (Mossoró-RN).

O Teatro Municipal Dix-Huit Rosado – TMDR , está localizado na Praça Cícero Dias, S/N, em Mossoró/RN, fazendo parte do "Corredor da Cultura de Mossoró", ocupando a posição entre a Estação das Artes Elizeu Ventania e o Memorial da Resistência, ambos na Av. Rio Branco.
Erguido em arquitetura italiana, é considerado um dos mais modernos do Brasil, tendo seu projeto arquitetônico sido elaborado pelos arquitetos: Carlos Augusto Nogueira Mendes, Luiz Eduardo L. Moura Falcão, Vera Cidley Paz de Lira e C. Soares, todos servidores da Prefeitura Municipal de Mossoró. Foi construído numa área de 2.570 m2 e conta com 738 lugares, sendo 600 na plateia, 68 nos camarotes, 64 nas galerias e 06 para portadores de necessidades especiais. É composto por um átrio, bilheteria com sala de apoio, foyer, bomboniere, banheiros masculino e feminino, foyer superior com bar/café e banheiros, sala de ensaio, cabine de luz e som, caixa cênica, proscênio, palco, coxias, sala de piano, 2 camarins individuais, 2 camarins coletivos, copa/cozinha, lavanderia, rouparia, sala de costura, setor administrativo, recepção, secretaria e diretoria, 2 salas de eventos, doca de carga e descarga, oficina e depósito de cenário, casa de máquinas, gerador e subestação de energia. Enfim, conta com o que há de mais moderno em estrutura de teatro no Brasil.

domingo, 26 de julho de 2015

Do provinciano ao universal

A história da evolução cultural do homem, em seu processo interativo com o habitat, apresenta rústicas características comportamentais, fixadas ao longo do tempo, na índole e na alma, tornando-o inculto ante a árdua luta pela sobrevivência. 

Compilando-se os fatores evolutivos que incidiram a sociedade, nos últimos 60 anos, verifica-se quão nostálgica é a postura do homem provinciano, nascido e criado nos campos e nas cidades interioranas. É calado, meio desconfiado, sem capacidade(algumas vezes) para discernimento aos truques que lhe são asquerosamente aplicadas pelo chamado “homem universal ou homem da metrópole”. 

Chamam de matuto ao provinciano, esquecendo-se, muitos, de que é dele que sai a voz candente, representativa das multidões silenciosas.  O seu lado sorumbático reflete a solidão remanescente do sangue camponês a correr em suas veias. 

Os homens das grandes cidades, em sua maioria, pensam e acham, erroneamente, que o homem oriundo da zona rural ou de pequenas cidades, é m ser sem outro direito que o de trabalhar e retirar o chapéu da cabeça, em gesto humilde e delicado de submissão aos senhores, em primeiro lugar, e depois aos santos. A humildade sempre presente em seus atos e palavras obedece a sentimentos nativos polidos pela disciplina doméstica. 

A universalidade dominante na metrópole evidencia amálgamas de contraditórios reflexos, explodindo em terríveis manifestações de ódio e violência. Relembremos o provincianismo presentes nas antigas eleições, mostrando os embates saudáveis dos velhos tempos. Os que disputavam o poder de mando àquela época, de ambos os lados, nunca esqueceram de acatar os predicados e as virtudes alheias na cortesia recíproca de homens igualados pelo mesmo nível de educação. 

No contexto do direcionamento da prole familiar, cumpria-se, com rigor, o princípio tradicional, que representava uma norma de conduta. Nas reuniões familiares d’antanho os assuntos se apresentavam. Já censurados pela norma do bom senso. 

Há uma premissa no contexto sociológico, que parte do princípio de que “O UNIVERSAL É APENAS UM AVANÇO DAS FORÇAS DO PROVINCIANO”. As pessoas que crescem dentro dos padrões inflexíveis, dimensionados pela ortodoxia social ainda perceptível, apresentam maior adaptabilidade aos ditames morais que regem a sociedade como um todo. Resina-se na mudez desapontadora das grandes atribuições do espírito. 

O materialismo dialético reinante explode (nos homens ditos civilizados) o subconsciente atávico, induzindo-o a uma reação tumultuante, com desfecho na violência dos seus influxos instintivos. o processo interativo vivido nas grandes cidades, conduzem a uma indesejável convivência com os processos degenerativos da violência, infiltrados em todos os segmentos sociais. 

Num processo antagônico à azáfama atual, com os engarrafamentos atuais – estonteantes e irritadiços, trago à lume o Código de Posturas de Mossoró, evidenciado pelo jornal “O Mossoroense”, edição de 17.09.1908, dando ênfase à necessidade de preservação do silêncio harmonioso, ocasião em que evoca o art. 54 que determina: “COMBOIOS OU TROPAS DE ANIMAIS NÃO PODERÃO ENTRAR E SAIR NESTA CIDADE COM CHOCALHOS DESTAMPADOS NOS ANIMAIS”. A seguir advertência do Jornal nos seguintes termos: “Ainda ontem nos chamou a atenção a passagem pelo beco, formado pelas nossas oficinas e a Pharmácia Rosado, de um comboio, cujos animais traziam os chocalhos num repique infernal. E o Fiscal?... “

É por demais expressiva a diferença, no que diz respeito ao bem estar do próximo naqueles idos tempos, para os dias atuais. Hoje, deparamo-nos diuturnamente com insolentes adolescentes, num frenético ritual de letal exibicionismo sonoro – provocante e irritadiço. 

Há que se admitir que o silêncio impõe harmonia, ao contrário do barulho  - que atropela a formulação de fantásticas ideias e inibe a capacidade de completo discernimento da realidade vivida. DEUS está presente no silêncio e na reflexão de cada um. 


Mossoró, 20.07.1997.
Por Marcos Pinto - historiador e advogado 

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Wilton Alves


WILTON ALVES MAIA, natural de Mossoró/RN, filho de Manoel Wilson Maia e Raimunda Francisca da Conceição Neta, nasceu às 09 da manhã na Maternidade Santa Luzia, no dia 10 de abril de 1996.

Começou a estudar aos três anos de idade no Colégio Tereza Neo,  e hoje estuda o terceiro ano do ensino médio na Escola Estadual Prof. José Nogueira, ambos na cidade de Mossoró. 

Mora atualmente no Bairro Santo Antônio, o maior bairro de Mossoró, localizado na Zona Norte da cidade. Wilton gosta muito de sua cidade e de notícias com cunho policial, por isso tem uma página no facebook de nome “MOSSORÓ NOTÍCIAS”, onde posta diariamente notícias, informações sobre Mossoró e região. 

Número de contato: (084) 9125-7192

Para acessar a sua página, clique aqui 

domingo, 29 de março de 2015

Mossoró - Beatriz Bandeira

Um vento morno
de salitre e fogo
abre flores de sal
nos velhos muros
Esquálidos meninos macilentos
tangem bandos de cabras esqueléticas
e, sob um sol que queima
e um chão que abrasa,
desenham Portinaris na paisagem.
“Índio é terra que anda”
disse um poeta.
E eu vejo em tua gente,
retorcidas raízes, rijos caules,
e essa força que brota
de entranhas minerais
da terra calcinada, e se prolonga
em duras caminhadas.
Mossoró, Mossoró, predestinada aurora,
pioneira de lutas precursoras
castigada e sofrida sentinela
de históricas vigílias.
Um vento morno
de salitre e fogo
abre flores de sal
nos velhos muros
e lágrimas de dor
choram meus olhos
de saudade e de ausências consumidas.

Beatriz Bandeira
Do livro: "100 Poetas de Mossoró", Fund. Guimarães Duque, Fund. Vigt-un Rosado, Col. Mossoroense, 2000, RN

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Raimundo Sacristão

Durante muitos anos, Mossoró acolheu Raimundo Sacristão, um velho e competente ajudante de missas que eram realizadas na Matriz de Santa Luzia em Mossoró, todas, celebradas pelo Monsenhor Huberto Bruening, que durante 48 anos foi sacerdote em Mossoró, nascido em 30 de Março de 1914, em São Ludgero, Santa Catarina, com descendência alemã, e faleceu em 29 de Agosto de 1995. 


Raimundo Sacristão, primeiro à esquerda, Sila, Titico Maia, Padre Huberto, Bibiu Gurgel e Daniela Maia.
Nesta foto Raimundo Sacristão aparece ao lado esquerdo do casal Sila e Titico Maia, ajudando ao batismo realizado pelo Monsenhor Huberto Bruening, e possivelmente os padrinhos de batismo são Bibiu Gurgel e sua esposa Daniela Maia, que eram proprietários da casa bancária S. Gurgel em Mossoró.

Raimundo Sacristão nome recebido pela população de Mossoró, e também pela sua vocação religiosa (católica), morava no centro da cidade à Rua 13 de Maio. Era solteiro, de estatura média, moreno, calvo e vivia sobre os cuidados da mãe. Costumeiramente, no mês de Maio de cada ano, realizava em frente a sua casa 9 noites de novenas, todas assistidas pela população de Mossoró.

Raimundo Sacristão foi um dos mais competentes e conhecidos no que se refere à sacristia. Cumpriu sua vocação religiosa, zelando sempre pela Matriz de Santa Luzia em nossa querida Mossoró.
Não tenho maiores informações sobre o Raimundo Sacristão, data de nascimento e da sua morte, apenas quero registrar a sua passagem pela terra, e principalmente por Mossoró, cidade que o amparou por toda sua vida, pelas suas prestações de serviços ao mundo religioso.

Por Heuber Filgueira - "Pesquisador" da história mossoroense. 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Manoel Torquato


Manoel Torquato de Araújo, foi um grande sindicalista, um grande visionário, um líder afrente do seu tempo, na década de trinta.
Nasceu no Entroncamento – Carnaubais e viveu a infância e adolescência entre o Saco, Xambá, Cobé, Curralinho, Rosário, Alemão, Bela Vista e adjacências onde ainda hoje tem familiares.
Seu avô, era um dos trabalhadores da terra de Camilo de Lelis Bezerra, e Torquato viveu sua infância na cozinha do Coronel Camilo.

Na juventude na busca por trabalho vai para as salinas e encontra idealistas que lutavam pela organização sindical dos operários das salinas e dos trabalhadores rurais. Se embeleza pela causa sindical e se despõe a ajudar a fundar sindicatos e organizar os trabalhadores, daí surge o nome de fundador do sindicato do garrancho, pois se reuniam nos garranchos da caatinga para traçar e planejar ações.

Antes de ir para as salinas ele foi também comerciante ambulante, daí conhecer todas as estradas dentro do mato para Macau, Pendencias, Mossoró, Areia Branca e região do Vale do Assú.
Manoel Torquato começa a sonhar com a reforma agrária, pois achava que o trabalhador deveria trabalhar no inverno em suas terras e na seca parte trabalharia no corte do carnaubal e outra parte nas salinas.

Por aderir as ideias dos comunistas que na época atuavam em Mossoró, nas organizações sindicais e fundação do PCB, foi considerado comunista, mas nunca se filiou ao partido.
Por participar das greves nas salinas e incentivar os trabalhadores do campo a se rebelarem contra o modo de exploração dos patrões, foi perseguido pelos latifundiários do Vale do Assú e passou a viver na clandestinidade, formando um grupo de trabalhadores liderados por Torquato.
Nas reuniões com os trabalhadores tanto das salinas como do campo, já pregava o lema Pão, Terra e Liberdade.

Da luta na clandestinidade o maior embate feito no Vale do Assú, foi a morte de Artur Felipe, no confronto com os latifundiários no Açude do Canto Comprido, no dia 01 de janeiro de 1936, porem antes houve duas ações: o sequestro do latifundiário Jorge Barreto e a invasão da casa do senhor Candido Soares Raposo no Jenipapeiro.
Como retaliação teve seu pai e posteriormente sua mãe foram assassinados com requintes e crueldade.

A morte de Torquato se deu a 16 de julho de 1936, numa estrada entre Alagoinha e Mossoró, tendo sido morto por um próprio membro do grupo chamado Feliciano Cardoso Pereira de Sousa, que o assassinou covardemente.
Após sua morte seu corpo foi exposto de pé na cadeia pública de Mossoró, onde se tirou a única foto conhecida de Manoel Torquato.
Foi casado com Iria Higino de Sousa, sendo ela natural da cidade de Angicos, com quem teve sete filhos.

A partir dos anos cinquenta, sua esposa passou a receber uma pensão vitalícia do Sindicato dos Trabalhadores da Extração de Sal de Mossoró.
Enquanto viveu Torquato teve residência no Entroncamento e em Mossoró.
Manoel Torquato de Araújo era alto, moreno usava bigode cabelos pretos, atrevido, inteligente e destemido foi assassinado aos 35 anos de idade, tendo sido considerado o líder da primeira guerrilha rural da América Latina.

Por Diego Araújo

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A crônica do dia: Nego Rubens, Carlus Augustus e Zé da Burra

Nego Rubens Dias

Cenário: "Beco das Frutas"- Centro de Mossoró. Manhã do segundo dia do ano de 2015. De forma errônea e corriqueira costuma-se afirmar, de forma generalizante, que o famoso "Beco das Frutas" reúne tudo que há de escória de/em Mossoró. Afirmativa que já está enraizada na concepção do povo mossoroense e dos que aportam nessa urbe. Em olhar furtivo e de afogadilho, dir-se-ia que assiste razão na assertiva. Todavia, em aprofundado estudo perfunctório, chegar-se-á à conclusão de que, nesta espécie de latifúndio de perdidas ilusões, sempre existiu uma espécie de bunker para os que querem um certo distanciamento dos conhecidos bêbados que cospem barbante e articulam prosa molenga. Em Natal temos uma artéria no centro da cidade que reúne uma clientela oriunda dos mais humildes arredores da cidade, conhecido e por demais famoso como sendo o "BECO DA LAMA". Estranha-se que nestes ambientes desprovidos do cumprimento das convenções sociais sempre há um espaço reservado, como já mencionado. Em Natal, no famoso BECO DA LAMA, observa-se que nos primeiros imóveis do beco, cerca de cinco imóveis, encontram-se instalados bares e restaurantes dentro dos padrões que norteiam os transeuntes quanto à restrita freguesia de pessoas oriundas da citadina classe média.

Em Mossoró, encontramos na rua Francisco Peregrino (BECO DAS FRUTAS) o mesmo perfil e a mesma feição clientelista do "Beco da Lama". Todos os anos, no período da festa de "Santa Luzia", é comum o grande afluxo de pessoas que aportam em nossa amada paróquia e terra de Santa Luzia. Nesse cenário, os inveterados bêbados cuspidores de barbante, oriundos de outras plagas oestanas, ao passarem defronte ao bar de Sêo Sebastião Lopes Bezerra, gente da boa gente de Upanema, do clã Marques Bezerra, entrelaçados ao povo bom da fazenda "Poré", deparam-se com a cara de poucos amigos de Sêo Sebastião - espécie de Sêo Lunga mossoroense. Alguns ainda atrevem-se a solicitarem uma dose de aguardente, cascaveando alguns vinténs nos bolsos, recebendo a imediata resposta de que "acabou-se o estoque da cachaça". Pois bem ! nesse reduto, deparei-me com inusitada cena protagonizada pelo famoso "Nego Rubens Dias", fidedigno amigo do Carlus Augustus Rosadus e um de seus amigos por nome Santos de Cipriano. Conversa vai e conversa vem, eis que o Nego Rubens alardeia que em uma das viagens feitas à Mossoró pela então governadora Rosalba Rosadus, no pomposo avião do governo do estado, fora convidado via telefone pelo governador de fato Carlus Augustus para acompanhá-lo rumo à capital do estado, tendo ele aceito prontamente o honroso convite. Após o Nego Rubens tecer longo discurso de largo prestígio com o C.A, eis que o Santos de Cipriano disparou:

- Agora você vai ter que se conformar que o seu grande amigo Carlus Augustus não é mais o governador de fato!. Vá logo tratando de comprar novos arreios para a burra do seu amigo "Zé da Burra" descontar nas "corridas' pra lhe levar, bêbado, do bar de Sêo Sebastião até a sua casa!. Diante tão acertada afirmativa, houve grandes gargalhadas dos curiosos presentes. Só restou ao Nego Rubens cerrar fileiras com os que riam desbragadamente de tão oportuna observação.

Por Marcos Pinto - 02.01.2015

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Subsídios para a história da Rua Georgino Avelino

O painel da geografia humana revela, com as cores acentuadas das reminiscências, o perfil de homens e fatos que delimitaram, outrora, as imagens cotidianas de nossas ruas. As nossas artérias surgiram com suas minudências históricas determinando a denominação toponímica. Antigas ruas que ainda são lembradas nas crônicas e nas tradições orais. Fartas nas referências. 

“Sêo” Chico Beato foi um desses cultores do passado. Era detentor da capacidade da descrição rigorosamente honesta de fatos e pessoas, que poderiam figurar em qualquer antologia que procurasse o retrato da memória fotográfica. Nele, o passado era como um rio perene, correndo num estuário de saudades. Com que emoção narrava fatos e pretéritos: - ressuscitando sombras vagas, esmaecidas nas lembranças fixadas na memória de uma cidade esquecida. A sua narrativa saudosista nos fazia lembrar que “o coração morre logo, a vida morre depois”. 

A Rua GEORGINO AVELINO em as seguintes características: Encontra-se encravada no bairro Bom Jardim; tem o seu início ao lado do Colégio Joaquim Felício de Moura, e do ginásio poliesportivo. Esta rua recebeu, de início, a denominação de 13 de Maio. O seu surgimento teve como fatos motivante a construção de sete casas com frente de tijolos e o resto de taipa, com beira e bica. Foram construídas em 1922, com recursos próprios do velho Zé Diabo(José Floriano de Oliveira). Estas casas começam onde hoje esta edificada a Igreja Batista, continuando-se as demais na rua que passa em frente à citada igreja. Àquela época esse trecho era tido como subúrbio da cidade. A construção destas casas despertou no Sr. Antônio Chaveiro a vontade de também possuir um rústico condomínio residencial térreo. E se assim idealizou, assim concretizou. Mandou edificar nove casas que situavam-se, na época, onde atualmente existe um treco de rua feito no lugar onde existiam galpões da indústria de óleo vegetal denominada “BRASIL OITICICA”, pertencente ao opulento grupo Alfredo  Fernandes e Cia. Esse treco de demanda a Av. Rio Branco, em direção à Uniped, cruzamento da Georgino com Alberto Maranhão. 

Dias casas de Antônio Chaveiro situavam-se em lugar ermo e desabitado, o que motivou a procura destes imóveis por mulheres de vida mundana. Mediante ínfimo pagamento de aluguel, instalam-se precariamente para mercadejarem seus corpos e suas almas. Daí ficou sendo a área de meretrício. Cansado da vida atribulada de seu cortiço, resolveu Antônio Chaveiro vender as novas casas ao velho Terto Diabo, que, incontinenti, compro-as, mandando edificar  duas casas todas no tijolo, anexar às mesmas. De bate-pronto, o velho Terto batizou àquele aglomerado de casebres com o jocoso apelido de JABURU. 

O mérito de fundador da rua Georgino Avelino deve-se atribuir ao pernambucano de Recife, Sr. MANOEL VILA, que adquiriu por compra o já famoso Jaburu. O certo é que Manoel passou a construir, aqui e acolá – um quarto que, de preferência, alugava- a ma prostitua. Estendeu-se, assim, a área prostibular, em direção ao centro da cidade. Os primeirs imóveis desta rua sediaram os bares de Manoel Capé de João Linhares, natural das “Pedrinha”. Com o passar dos aos, os imóveis da rua passaram à pertencerem à família de conduta ilibada. 
Quem não se lembra de que, na rua em que viveu a infância, havia sempre um aceno de amizade, um sorriso, um adeus, uma imagem do tempo, um doce retrato da vida?

Por Marcos Pinto – historiador e advogado apodiense. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Um museu com "estupro arquitetônico"

Museu Histórico Lauro dá Escóssia, onde antigamente funcionava o Edifício do Paço Municipal(Prefeitura Municipal de Mossoró)




Passando em revista os meus alfarrábios, encontrei um artigo do pesquisador WILSON BEZERRA DE MOURA, com o título “Conclamação”, em que entre outros itens afirma: “Bradamos pela conservação dos valores históricos de Mossoró, ao observamos que aos poucos estão se extinguindo. Da maneira como a coisa vai caminhando daqui a alguns anos não vamos ter nada que para garantir a existência do passado em nossa região. Não mais que de repente lembrei-me do mais que centenário PAÇO MUNICIPAL, onde hoje sedia o Museu Histórico “Lauro da Escóssia”. 

Quantos suores e lágrimas se misturam durante sua construção. Afirmam os anais históricos que a mão de obra empregada compunha-se, em quase sua totalidade, por famintos e magérrimos “retirantes”, oriundos dos sertões do oeste potiguar. Foram necessários três sofríveis anos para a sua construção – três grandes anos de calamitosa seca (1877-1879). 

Lembro do meu olhar inaugural sobre aquelas venerandas e majestosas paredes; da emoção de respirar aquela atmosfera; de senti-lo como espécie de alma avoenga, evidenciando em sua arquitetura a postura de um capataz dos mistérios circundantes. 

Encontrava-me no exercício do cargo de Diretor do Museu, quando um início de “estupro arquitetônico” evidenciara-se por ocasião dos trabalhos de restauração (os arquitetos e os engenheiros só pensavam em reformar). Certo dia, adentrei-o para observar o andamento dos serviços, e qual não foi a minha surpresa ao observar, com pungência, um processo inicial de escavação na base das grades das celas. Incontinenti, dirigi-me ao mestre de obras, e perguntei-lhe se o mesmo havia recebido determinação para a retirada das antigas grades, no que fui pelo mesmo, informado, de que a Sra. Prefeita assim deliberara com o Secretário Yuri Pinto. Como nunca tivera tido acesso à Sra. Prefeita (pasmem!), procurei enveredar pela deliberações sem a utilização de “artifícios”, para a solução do problema. 

Nas hostes administrativas, os mais credenciados acolheram a notícia com incredulidade. Mas que isto, com indiferença. Viviam o contexto da perspectiva nadificante, perseguindo sombras e construindo com areia solta. Sem nunca ter recebido manifestação de interação na mecânica da lógica administrativa, por parte da prefeita, exceto rápidos comprimentos de puro caráter público, restou-me a iniciativa, aliás, salvadora de convocar a imprensa para que a mesma, valendo-se do seu conhecido potencial midiático, impedisse a consumação de tamanho “estupro arquitetônico”. Divulgado este ato atentatório à dignidade da história, coube à chefe do executivo determinar a não execução da retirada das grades. A história, com certeza amalgamou os valores nas crenças retilíneas da imprensa mossoroense, neste triste episódio. 

Repetiu-se o atentado. O engenheiro e o arquiteto responsáveis pelos trabalhos de restauração “estupraram” duplamente a arquitetura do museu, com a abertura de duas portas nas duas celas que situam-se no frontispício do edifício, dando acesso ao muro do mesmo. A ferocidadeem descaracterizar a arquitetura original, levada a este extremo(acolitados pela prefeita e seu vice) deixa de pertencer a critica para a passar à competência da psicologia patológica. Embora a indiferença das autoridades (que deveriam impedir) resvalasse para o total desrespeito à história, beirando as raias de uma estupidez imensurável, conclamei os Srs. Wilson Bezerra de Moura e Raimundo de Brito, respectivamente Presidente do ICOP e da AMOL (Instituto Cultural do Oeste Potiguar e Academia Mossoroense De Letras) para que, juntos empreendêssemos uma espécie de CRUZADA, objetivando o restabelecimento da arquitetura original, com o competente fechamento das portas abertas nas celas, com os mesmos antigos tijolos que foram retirados de seus lugares de origem, Raimundo e Wilson revelaram denodo e abnegação à causa, cerando fileiras por esta nobilíssima causa. 

Novamente este duplo “estupro arquitetônico” e conclamando às pessoas da Prefeita e do Presidente da FMC para que sanassem o atentado cometido à história. O Sr. Gonzaga Chimbinho marcou reunião com todas as instituições culturais da cidade para apreciação do caso em tela. À unanimidade, foram veemente pelo fechamento das portas abertas nas celas. Puro jogo de cena da FMC e a Sra. Prefeita, uma vez que o Museu continua com as suas duas celas da frente do prédio literalmente “estupradas”. Restou configurada a mudez espectral, deteriorante, inqualificável com que sempre se portaram muitos dos que deveriam envergar a armadura da vestimenta moral na defesa do patrimônio histórico, que nos infunde ascendência moral e veneração instintiva. 

O historiador Ving-Un Rosado, incansável batalhador da cultura potiguar, numa trajetória mais que cinquentenária, também tem sido um baluarte na defesa do nosso patrimônio histórico, quando na defesa deste. Em artigo contido nos cinco volumes das “Sesmarias do Rio Grande do Norte”, de 08.03.2000, manifestava sua preocupação com os trabalhos de restauração do Museu, afirmando que “os engenheiros precisam conversar mais com Raimundo Soares de Brito e Marcos Pinto”. 

Que destino dado a vasta quantidade de documentos existentes no antigo prédio onde funcionou o escritório R.F.S.A, que foi comprado pela prefeitura de Mossoró em 2000? Onde estarão os dois tróileres e a imensa quantidade de chaves e ferramentas que eram largamente empregadas na manutenção das máquinas de trem e da linha férrea Mossoró-Souza, guardadas no galpão da atual Estação das Artes? 

Ah a coerência! A vida é dialética, é sujeição do real ao inesperado – transgride sempre as regras e, principalmente, as de exceção. 

Por Marcos Pinto – historiador e advogado apodiense.  
22.08.2001. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Os Rosados e a "teoria do abrir compasso"

Aplicando o processo da analogia nos fatos superpostos no tempo, percorri os anais da história política do Rio Grande do Norte, numa viagem mais que centenária. Iniciei pelo Território/Província, até os dias do Estado do RN atual. Estupefacto, deparei-me com a certeza conclusiva de não ter encontrado nenhuma teoria semelhante à que encima este despretensiosos artigo. A afirmativa cinge-se ao “MODUS OPERANDI” da sua aplicabilidade ao contexto do cenário político. 

O “interessante” é que esta teoria consiste no princípio de que É PRECISO DIVIDIR PARA CONTINUAR A DOMINAR. 

O processo de implantação deste teoria ocorreu após múltiplas e secretas reuniões familiares do clã ROSADO, conforme depoimento pessoal de um componente familiar, cujo nome tenho por dever reservar. 

Há que se fazer a observação de que a OLIGARQUIA ROSADO só adotou e instituiu esse MODUS OPERANDI na política mossoroense ante a configuração da realidade política vivida no pleito de 1982. O então candidato Dix-Huit Rosado só não amargou derrota naquele ano dado á engenharia política maquiavelicamente adotada por Vingt Rosado e o não menos arguto Aluízio Alves. 

Tudo caminho para o favorecimento do acordo ALUÍZIO/VINGT: mesmo o então Deputado Vint sabendo que fora Aluízio o artífice da engenharia política que ceifou por três vezes a ascensão de Dix-Huit ao governo do RN, só lhe restava a alternativa de junção das forças em 1982, adotando neste mesmo ano, o famoso VOTO CAMARÃO. E se assim não tivesse agido o Sr. Vingt Rosado, a candidatura Dix-Huit teria ido à bancarrota, posto que PDS-2 em Mossoró era comandado pelo Deputado Antônio Florêncio, que previamente acordado com Vingt e Dix-Huit, lançaram a candidatura do jornalista/economista Canindé Queiroz a prefeito, dividindo, assim, o palanque e as hostes oposicionistas de/em Mossoró em 1982. 

Ante o visível crescimento da oposição, só restou aos ROSADO a adoção e aplicabilidade da teoria do “ABRIR COMPASSO”, dividindo o grupo político/familiar/oligárquico numa simulação  perfeita de cisão, aos olhos da plebe ignara. Observe-se, ainda, que Dix-Huit teve seis anos para forjar esse ardil político, e só há apenas trinta dias da realização do pleito de 1988 é que entraram em cena os atores-móres Dix-Huit e Vingt, para alavancar e incutir na opinião pública a impressão e a “certeza” de que estavam “realmente  rompidos”, eis que Vingt fazia malversação do dinheiro público.  Numa sincronia adredemente combinada, veio a resposta do velho alcaide Dix-Huit, em um comício com ares de comédio-bufa. Com voz embargada e com postura de pássaro ferido no peito, respondeu, ante a multidão que esperava, ansiosa, pela resposta: No meu abatedouro frigorífico o sangue é o primeiro apodrece; Vejam se estas mãos grandes tem o cheiro do Zinabre do dinheiro público! – exclamou, com a voz embargada e ao mesmo tempo profissional. 

No que diz respeito à cisões, os cientistas políticos têm observado o desenrolar das dissidências em grupos políticos compostos por elementos de diferentes famílias. O eminente Professor Doutor JOSÉ LARCERDA ALVES FELIPE, trouxe esta teoria ESPOSADA â lume, em sua célebre obra intitulada “OS ROSADOS E O PAÍS DE MOSSORÓ”. Esta maquiavélica teoria do “ABRIR COMPASSO”, foi adotada pelos Rosados como princípio, meio e fim ideológico. 

SINTESE HISTÓRICA DA TEORIA DO COMPASSO 

Pleito de 1988: 

Num jogo de cenas e de cartas marcadas, eis que surgem os candidatos de DIX-HUIT E VINGT: Rosalba e Laíre, ambos oriundos do clã ROSADO. Conclusão: o simulado entrevero político familiar, eivado de acusações recíprocas, adredemente combinadas, ofuscou o desempenho do candidato do PT(Chagas Silva) ante o povo, cujo candidato apresentava perfil de eficaz oposicionista. 
Repete-se o cenário da teoria do “ABRIR COMPASSO”. 

Pleito de 1992: 

DIX-HUIT -  Candidato “laranja” de Rosalba Rosado 
DIX-HUIT – O verdadeiro candidato dos Rosado. 
REALIDADE: Nos bastidores a existência do “corpo mole” de Rosalba e seu grupo, favorecendo assim o tio Dix-Huit. 

Pleito de 1996: 

VALTÉRCIO SILVEIRA – Candidato “laranja”m de Dix-Huit. 
ROSALBA ROSADO – Candidata do clã Rosado. 
SANDRA ROSADO – Candidata do clã Rosado. 

Pleito de 2000 

ROSALBA ROSADO – Candidata do clã Rosado. 
FAFÁ ROSADO – Candidata do clã Rosado. 

REALIDADE: Pífio desempenho da candidata do PT, dado à adoção da neófita teoria da “acomodação dos contrários”. Com a convocação de antigas e exponenciais figuras do PT(leia-se Chagas Silva, Aécio Cândido e outros)m para comissionados, nos órgãos públicos comandados pelos ROSADOS. Favorecimento à bipolarização das candidatas do clã Rosado. 

E os ROSADO fizeram escola. Em Grossos, o pleito de 1996 envolveu dois candidatos sui-gêneres: o pai e o filho. Em Messias Targino, o pleito de 1996 levou dois primos da família JALES ao embate, com direito à repetição em 2000. 
E assim a ressonância triste do SECULUM SECULORUM. AMÉM! 
Será que no próximo ano o povo dirá? 
VÁ DE RETRO SATANÁS!

Por Marcos Pinto – historiador e advogado apodiense. 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Forjaram fatos na história de Mossoró

Tenho encontrado, não raro, fatos descritos por alguns historiadores e pesquisadores desta “Província”, completamente divorciados da realidade geradora da história. Em uns percebe-se a intenção deliberada de ocultar algum libelo ou vício que recai sobre um protagonista; em outros a evidência em projetar algum parente ou amigo, aureolados pela prática de um ato heroico nunca praticado. 

Cito como exemplo a versão criada pelo clã Rosado e remuneradamente adotado por Câmara Cascudo, Edgar Barbosa e Raimundo Nonato da Silva, de que a viagem em que perecera Dix-Sept Rosado tinha como objetivo ultimar empréstimo de trinta milhões de cruzeiros com os quais ampliaria os serviços de abastecimento d’água de Natal, Mossoró e Caicó. 

O renomado João Maria Furtado, em sua inexpugnável obra intitulada “Vertentes”, publicada no Rio de Janeiro em 1976, pela gráfica Olímpica, contesta esta deslava versão, com argumento eivados de rasgos de veracidade, cuja teste contestatória constada no livro “A(Re)Invenção do Lugar – Os Rosados e o “País de Mossoró” do prof. Dr. José Lacerda Alves Felipe, com o seguinte teor: “Outras vozes davam objetivo diferente e menos mitológico à referida viagem, pois seu sentido real, estava relacionado à resolução de problemas criados com a partilha dos cargos estaduais entre lideranças e os partidos que elegeram Dix-Sept e que compuseram, portanto a “Aliança Democrática”, na qual Café Filho, julgando-se Presidente da República, nomeando apenas seus correligionários para cargos federais do Estado”. 

Em que pese os relevantes serviços prestado à cultura, pelo prof. Ving-um Rosado, oberva-se a intenção deste em fixar o falecido irmão Dix-Sept como herói cívico, como mártir que se sacrificou pela resolução do problema de água em Mossoró e no RN, afirmando que a “água era a própria história dos Rosado a começar do velho patriarca” (vi livro de sua autoria “O Protocolo de Mossoró:...Coleção Mossoroense – 1998). 

Quando Ving-um Rosado foi eleito prefeito de Mossoró em 1952 teve como uma das primeiras metas adotada a contratação dos historiadores Câmara Cascudo e Edgar Barbosa para, sob o “incentivo” de larga remuneração, utilizarem seus conhecidos naipes literários para traçarem uma espécie de culto a personalidade, atribuindo conotações heroico/históricas às pessoas de Jerônimo Rosado, Dix-Sept Rosado e Ana Floriano, respectivamente pai e irmão de Vingt, e bisavó paterna da esposa de Vingt. 

Assiste razão a Juarez Távora quando afirma que “O memorialista conta o que quer, o historiador deve contar o que sabe”. A história deve ser contada a partir de documentos oficiais, e estes sepultam definitivamente a versão de que Ana Floriano comandou o famoso Motim das Mulheres, se não vejamos: em ofício datado de 4 de setembro de 1875, o então Juiz de Direito de Mossoró, Bel. José Antônio Rodrigues, comunica ao Presidente da Província do RN, dente outros itens que: “Presenciaria esta cidade a farsa mais ridícula... de um grupo de 50 a 100 mulheres mal aconselhadas por seus maridos e parente, e capitaneadas por D. Maria Filgueira, mulher de Antônio Filgueira Secundes, D. Joaquina de Tal, mulher do camarista Silvério Ciríaco de Souza, e D. Ana de Tal, mãe de Jeremias da Rocha Nogueira... (vide livro Escóssia – 2ª Edição – pags 130-132 – Coleção Mossoroense – Vol. 989). D. Maria Filgueira era a mãe do Major Romão Filgueira. 

O pesquisador/historiadora Lauro da Escócia fez, ainda, os seguintes enxertos históricos inexplicáveis: “Que o Motim das Mulheres era composto por cerca de 300 mulheres; - que Ana Floriano se armara com um espeto de ferro e postara-se na Agência Consular portuguesa em Mossoró, em uma escada, defendendo o filho Jeremias, José Damião e Ricardo Vieira do Couto, no atentado praticado por Rafael Arcanjo da Fonseca e outros, no dia 1º de janeiro de 1875. Que Ana teria dito: “Quem subir a escada morre na ponta deste espero!”. 

Vejamos o que diz o sobrinho-neto de Lauro, o jornalista Cid Augusto, em seu livro acima citado – pág. 153: “Contrariando a versão mencionada anteriormente, Jeremias presta, em seu texto, solidariedade a José Damião e ao Agente Consular Frederico Antônio Carvalho, o que pode significar que ele e Ricardo Vieira do Couto não estavam presentes no local do acontecimento, a Agência Consular Portuguesa. Em momento algum Jeremias se refere à Ana Floriano”. Jeremias faleceu em 1881. 

Há que ressaltar que o próprio Cid Augusto, homem de reconhecido talento literário, procura, de forma incontida e insubsistente, infundir a ideia de que Jeremias da Rocha Nogueira (sem ascendente) encarnara a ideia abolicionista. Todos os documentos são unânimes na configuração de que Mossoró teve desencadeado o movimento libertário somente em janeiro de 1883, culminando em 30 de setembro do mesmo ano. O resto é coisa para ser contada no “arco da velha” ou na Povoa do Varzim”. 

Por Marcos Pinto – historiador e advogado apodiense. 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Criação da Freguesia e do Termo de Santa Luzia de Mossoró

1842 e 1850 - Pela Lei Provincial nº 87, de 27 de outubro de 1842, e pela Lei Provincial nº 246, de 15 de março de 1850, foram criados a freguesia e o termo de Santa Luzia de Mossoró, com território desmembrado do município do Apodi.

Fonte: Flagrantes das Várzeas do Apodi - José Leite(Separara de Pré-Lançamento).