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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Rua Batista Maestro

ALGUMAS RUAS DA CIDADE DE MOSSORÓ Nº 44

Batista, Maestro. – Rua situada no loteamento Royal Ville, bairro Santa Júlia, pela Lei Nº 3.425 de 17 de agosto de 2016.

O patrono João Batista de Souza era mossoroense nasceu no dia 31 de dezembro de 1933. Filho de Francisco Batista e Júlia Severo. Era casado com Teresinha Luzia de Souza e desse enlace nasceram os seguintes filhos: Antônia Neuma Batista de Souza, Fernando Batista de Souza, Antônio Carlos Batista de Souza e Marcos Batista de Souza. Era formado em Engenharia Agronômica, por cerca de 27 anos exerceu a função de telegrafista, onde se aposentou; ainda foi vice-diretor da Penitenciária Agrícola Dr. Mário Negócio, mas o seu amor maior foi pela música, que o fez optar pelo caminho da arte. 

Desde 1965 integrou diversos grupos musicais; na adolescência entrou para a Banda Municipal Arthur Paraguai, passando em seguida para o grupo “Totõezinho e seu Conjunto”, depois passou pelo “Batista e seu Conjunto”, “Magnatas”, “Perdidos e Achados” “Bárbaros”, “Inflamáveis” e o “The Pop Som”. Foi ainda convidado pela UERN para organizar o conservatório de música, pelo então Reitor Antônio Capistrano. Ele dava aulas de sax e clarinete no Conservatório de Música D’Alva Stella Nogueira Freire, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e ainda tocava no Grupo de Chorinho Ingênuo da mesma instituição. Ele faleceu no dia 02 de novembro de 2007. Seu corpo foi sepultado no Cemitério São Sebastião.

Fonte: Lindomarcos Faustino - escritor mossoroense 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Rua Ana Floriano

ALGUMAS RUAS DA CIDADE DE MOSSORÓ Nº 46

Ana Floriano – Rua situada no bairro Doze Anos.


Ana Rodrigues Braga era casada com Floriano da Rocha Nogueira e desse enlace nasceram Francisco Firmino da Rocha Nogueira e Jeremias da Rocha Nogueira, sendo este último fundador do jornal O Mossoroense, em 1872. 

Ana Floriano ficou conhecida em toda Mossoró por ter comandado, em setembro de 1875, o Motim das Mulheres - quando ela, acompanhada de várias mulheres, rasgou os documentos que obrigavam seus filhos e maridos a se alistarem nas Forças Armadas, ela liderava o grupo que invadiu o cartório da cidade para este fim. Seu corpo foi sepultado no Cemitério São Sebastião, desta cidade.

Fonte: Lindomarcos Faustino - escritor mossoroense

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Rua Raimundo Sacristão

ALGUMAS RUAS DA CIDADE DE MOSSORÓ Nº 47

Raimundo Sacristão – Rua situada no conjunto Abolição II, pelo Decreto Nº 97 de 20 de setembro de 1978.



Raimundo Nunes Rodrigo Filho foi uma das figuras de Mossoró que atuou na parte religiosa da Diocese de Santa Luzia. Ele realizava a trezena de Santo Antônio, que durou cerca de 50 anos e acontecia anualmente defronte a sua residência, na Rua 13 de Maio (atualmente Dix-Neuf Rosado). 

Nasceu em Mossoró no dia 15 de maio de 1912, filho de Raimundo Nunes Rodrigues e Francisca Raquel de Amorim, tornou-se uma das figuras mais populares da história de Mossoró, inclusive da Catedral de Santa Luzia, onde ajudou por mais de 50 anos, tendo início ainda na gestão do Padre Mota. Ele morreu no dia 22 de maio de 1978, vítima de um ataque cardíaco fulminante.

Fonte: Lindomarcos Faustino - escritor mossoroense 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Rua Tércio Rosado

ALGUMAS RUAS DA CIDADE DE MOSSORÓ Nº 49

Tércio Rosado – Rua no bairro Aeroporto, pela Lei Nº 16 de 10 de maio de 1968.


O homenageado era Tércio Rosado Maia, nascido na cidade de Mossoró, no dia 19 de agosto de 1892; filho de Jerônimo Rosado e Maria Rosado Maia. Ele foi também farmacêutico pela Escola de Medicina da Bahia (1910); Odontólogo pela Faculdade de Medicina do Recife-PE (1929); Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Medicina do Recife-PE (1945). Ainda exerceu a profissão de professor nos seguintes estabelecimentos: Universidade Federal de Pernambuco, Colégio Diocesano Santa Luzia e na Escola Normal de Mossoró.

Era casado com Rita de Miranda Rosado e desse enlace nasceram os seguintes filhos: Jerônimo, Antônio de Miranda Rosado, Tércio de Miranda Rosado, Maria Amélia, Jerônimo, Júlio, Júlio César Rosado, Maria da Conceição Rosado de Sá, Francinete Sá Ribeiro e Wilson Rosado de Sá. Faleceu no dia 08 de setembro de 1960, neste dia o então Prefeito Antônio Rodrigues de Carvalho decretou Luto Oficial por três dias em toda Mossoró, pelo Decreto Nº 05 de 08 de setembro de 1960.

Fonte: Lindomarcos Faustino - escritor mossoroense.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

"Quem não faz um pouco mais por sua terra, não fará nada pela terra de ninguém"

"Quem não faz um pouco mais por sua terra, não fará nada pela terra de ninguém" 

Essa frase  foi dita pelo grande político mossoroense Dix-Huit Rosado - Ex-prefeito de Mossoró por três mandatos, Ex-Deputado Estadual do RN, Ex-Deputado Federal do RN e Ex-Senador da República pelo RN.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Rosalba é empossada pela quarta vez prefeita de Mossoró



Rosalba Ciarlini (PP) é empossada para o quarto mandato a frente da Prefeitura de Mossoró, a segunda maior do Rio Grande do Norte. 

A sessão de posse foi conduzida pela nova presidente da Câmara Municipal, Izabel Montenegro (PMDB), que foi eleita para o cargo no início da tarde deste domingo, 1 de janeiro. 

No discurso de posse, Rosalba reafirmou que está preparada para enfrentar o desafio de reconstruir Mossoró. 

Com o Teatro Municipal Dix-Huit Rosado superlotado, a prefeita reafirmou compromissos assumidos na campanha eleitoral e garantiu que resgatará a palavra nos quatro anos de administração.

No primeiro momento, disse Rosalba, vai precisar do apoio de todos para colocar ordem na casa, a partir do bom funcionamento dos serviços públicos, que foram comprometidos pela gestão passada. 

Rosalba também disse que o compromisso urgente de sua gestão será atualizar os salários dos servidores públicos. A administração que saiu deixou atrasados parte dos salários de novembro, a folha completa de dezembro e parte do 13° salário.

Fonte: OCâmera

sábado, 19 de novembro de 2016

Dix-Huit Rosado e Geraldo Mourão

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O prefeito de Mossoró, Dix-Huit Rosado com Geraldo Melo Mourão, Presidente do Instituto Municipal de Arte e Cultura do Rio de Janeiro - RIOARTE/RJ. 

O chamado "Corredor Cultural" de Mossoró foi criado no ano de 1984, época em que Dix-Huit Rosado administrava a cidade mossoroense.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Adhermar de Barros e Café Filho em Mossoró

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O mossoroense Dix-Sept Rosado*, o paulista  Adhemar Pereira de Barros *(Ex-Candidato a Presidente da República) e o natalense Café Filho* , na cidade de Mossoró. Foto por volta dos anos 50/60.

*Dix-sept Rosado, que é natural de Mossoró(A capital do Oeste Potiguar)  foi Prefeito de Mossoró  e Governador do RN (De 31 de janeiro de 1951 a 12 de julho de 1951).

*O paulista Adhemar Pereira de Barros foi candidato a Presidência da República nas eleições de 1955, com o slogan "O Brasil precisa de um gerente". Adhemar de Barros perdeu o pleito para o então Governador de Minas Gerais , Juscelino Kubitschek. Também concorreu a Presidência da República nas eleições presidenciais de 1960, mas não foi eleito, ficando em terceiro lugar.  Foi fundador do PSP(Partido Social Progressista), atualmente extinto

*Café Filho era natural de Natal/RN, e foi Deputado Federal, Vice-Presidente da República, eleito em 1950, na chapa encabeçada pelo gaúcho Getúlio  Dornelles Vargas.  Com o suicídio do Presidente Getúlio Vargas,  no Palácio do Catete no dia 24 de agosto de 1954, Café Filho, assumiu a Presidência do  Brasil, ficando no cargo entre 1954 e 1955. Com isso, tornou-se o primeiro e único potiguar a presidir o Brasil. Foi membro do antigo PSP, partido do qual Adhemar de Barros também fazia parte. 

sábado, 15 de outubro de 2016

Getúlio Vargas em Mossoró


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O mossoroense Dix-sept Rosado* participando do almoço em homenagem ao gaúcho Getúlio Vargas*, candidato a presidente do Brasil nas eleições presidenciais de 1950. O almoço de homenagem a Getúlio, aconteceu na casa do comerciante Raimundo Jovino de Oliveira*,em Mossoró/RN.



*Jerônimo Dix-sept Rosado Maia, foi Governador do Rio Grande do Norte de janeiro a julho de 1951, tendo falecido em um acidente aéreo na cidade de Aracaju, no Estado de Sergipe. Em sua homenagem, existe uma cidade no Estado no Rio Grande do Norte, com o nome de "Governador Dix-sept Rosado".

*Nas eleições presidenciais de 03 outubro de 1950, o gaúcho Getúlio Dornelles Vargas(PTB) foi eleito Presidente da República, tendo como companheiro de chapa a vice-presidente, o potiguar Café Filho(PSP).

*Raimundo Jovino de Oliveira, era natural de Apodi/RN, e foi Prefeito da cidade de Mossoró, entre novembro de 1932 a setembro de 1933.

sábado, 6 de agosto de 2016

Eleições municipais de 1982

Dix-Huit Rosado em sua candidatura a prefeito de Mossoró nas eleições municipais de 1982. 

Jerônimo DIx-Huit Rosado Maia foi candidato a prefeito de Mossoró em 1982, tendo como companheiro de chapa a vice-prefeito, o industrial Silvio Mendes de Souza. Era candidato pelo Partido Democrático Social - PDS, ex-ARENA(Aliança Renovadora Nacional). . 

A chapa Dix-Huit Rosado/Silvio Mendes derrotou os candidatos Joao Batista Xavier(MDB, candidato a prefeito, e Rogério Dias, candidato a vice prefeito. Dix-Huit Rosado foi prefeito de Mossoró de 1983 a 1988.

sábado, 21 de maio de 2016

Bairros de Mossoró

Lista com os principais Bairros da Capital do Oeste Potiguar, Mossoró.

Bairro Santo Antônio – Um dos mais populosos bairros da cidade, e também um dos mais violentos.

Bairro Bom Pastor

Bairro Barrocas


Bairro Alagados

Bairro Itapetinga

Bairro Alto da Conceição

Bairro Belo Horizonte

Bairro Costa e Silva

Bairro Aeroporto

Bairro Boa Vista

Bairro Doze Anos

Bairro Forno Velho

Bairro Dix-Sept Rosado

Bairro Alto de São Manoel

Bairro Abolição

Bairro Dom Jaime Câmara

Bairro Planalto 13 de Maio

Bairro Nova Vida(Malvinas)

Bairro Vingt-Rosado

Bairro Walfredo Gurgel

Bairro Alto do Sumaré

Bairro Bom Jesus

Bairro Monte Olímpio

Bairro Nova Betânia

Bairro Santa Delmira

Bairro Resistência

Bairro Wilson Rosado

Bairro Integração

Bairro Centro

Bairro Paredões

Bairro Paraíba

Bairro Bom Jardim

Bairro Redenção I


Bairro Redenção II

Bairro Parque das Rosas

Bairro Promorar


*Caso esteja faltando algum bairro nesta lista, contribua com a gente e informe o nome, e ainda se tiver algum informação histórica sobre qualquer um desses bairros, envie um email para tudodorn@outlook.com. Agradecemos por sua ajuda.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Lindomarcos Faustino - escritor



LINDOMARCOS FAUSTINO VIEIRA é filho de Lindon Johnson Vieira e Maria Vilanir Faustino Vieira, nasceu neste município e cidade de Mossoró – Estado do Rio Grande do Norte, no dia 22 de novembro de 1987, na Maternidade Almeida Castro. 

Os primeiros estudos de Lindomarcos aconteceram na Escola Estadual Professora Margarida Maria de Souza, quando ali cursou o 1º Grau, atual Ensino Fundamental. Foi justamente ali que ele começou a mostrar seus dons e talentos como poeta, mais precisamente no dia 19 de novembro de 2001. Nesta data ele fizera a poesia intitulada “Liberdade”, publicada em seu primeiro livro: “Meu Primeiro Passo”, Coleção Mossoroense, 2003.

O Segundo Grau, atual Ensino Médio, ele cursou na Escola Estadual Professor Hermógenes Nogueira da Costa, onde participou de um concurso de poesia obtendo o 2º lugar com o poema “O Homem.” Daí por diante o jovem poeta não parou de escrever e publicar seus trabalhos poéticos em o jornal “O Mossoroense” e livros.

Sobre seus livros, vários colegas escritores fazem suas apreciações críticas:

“No seu primeiro livro, que propositalmente intitulou de “Meu Primeiro Passo”, já mostrou a sua linha de poesia que seria o amor. Lançou seu trabalho pela Coleção Mossoroense em março de 2003. Pouco tempo aparecia com um novo livro que intitulou de “Eu e a Solidão”, com letras impregnadas de emoção. Aparece-me agora com o seu terceiro trabalho “Súplicas de amor e lágrimas” é o titulo do livro. Nele, Lindomarcos abre seu coração e expõe sua alma. Alma de um jovem apaixonado que passou para o papel seus sentimentos, seus sonhos e suas emoções. (Geraldo Maia do Nascimento).

“Destes meninos que começaram recentemente a se lançar no mundo literário mossoroense, Lindomarcos Faustino tem sido o mais atrevido (...) Seus versos estão em fase de amadurecimento, de descoberta, de aprimoramento, porém, percebe-se, conhecendo o poeta, que ele vai chegar lá, sua curiosidade diz isto.” (Caio César Muniz).

“Lindomarcos Faustino é um jovem poeta, tocado e inspirado por assunto do cotidiano. Apresenta com leveza e rima as situações mais comuns como o trabalho, estudo, dinheiro, além dos sentimentos mais humanos de bondade, otimismo, dor, saudade, tristeza, alegria e afeto. Vida, fé, amizade, dor e além de tudo o amor são os principais temas tratados neste livro.” (Laura Paiva). 

“Poetas já decantaram a vida das mais variadas formas. Lindomarcos nos mostra a vida no cotidiano, nos aspectos mais simples e do interesse comum” (Monsenhor Américo Vespúcio Simonetti).

“Avante, jovem, tenha certeza que em toda caminhada terrena sempre encontramos ombros amigos para nos amparar. Finalizo esta página de entusiasmo, com palavras do próprio jovem escritor. “Para você ser uma pessoa muito feliz neste viver / Enfrente todos os obstáculos sem medo de fracassar, Jamais chore por uma derrota, pois faz parte da vida perder. E lembre-se que você pode todos seus problemas solucionar. ”(Padre Sátiro Cavalcante Dantas).

“... Lindomarcos Faustino Vieira faz trabalho que tem o objetivo de trazer à tona tudo aquilo que diz respeito ao “coração”, tudo o que é bom e louvável através da poesia romântica, além de nos fazer viajar e voltar ao tempo da nossa adolescência, do ontem, do hoje e do sempre à procura do amor ágape.” (Edna Paiva de Souza)

“O jovem poeta mossoroense usa palavras apaixonadas. Mensagens de alegria intercaladas de tristeza, de decepção e esperança. Procurar penetrar na essência das coisas, sobretudo dos sentimentos mais sublimes. (...) O menino que elaborou seu primeiro verso aos 13 anos de idade está mais maduro e já faz parte dos poetas que orgulham a terra potiguar.” (Dr. Laíre Rosado Filho) 

“Lindomarcos, rapaz humilde, simples, é um abnegado, faz seu trabalho sem estardalhaço, publica seus livros por conta própria, depois incansavelmente vende-os um por um, até ter a edição esgotada, uma façanha que poucos escritores da província conseguem realizá-la.” (Rubens Coelho)

“Lindomarcos se propõe a uma literatura militante. Não aquela para salvar o mundo, na qual acreditamos todos, com maior ou menor paixão, mas aquela para salvar o indivíduo, o homem caído ao fim de cada dia, e para reanimá-lo ao enfrentamento do dia seguinte com suas novas quedas.” (Aécio Cândido)

“Lindomarcos caminha levando em seus ombros o peso da sua grande experiência na literatura já que esse é o seu oitavo livro de poesia. Seus versos são feitos de pensamentos ligeiros sua poesia é boa e bonita como o canto das águas de uma nuvem que se faz chover em bela tarde de verão sertanejo.” (Zé Lima)

“Um menino quase um homem, Um homem quase menino, Um trovador de vontade, Um menestrel genuíno, Menino, homem e poeta, Pedalando um só destino.” (Antônio Francisco)

“Lendo seus poemas somos transportados para um mundo onde o homem isolado dos seus sonhos morre. E no autor encontramos vida, que cresce a amadurece na ânsia de encontrar a felicidade.” (Margreth Freire Albuquerque)

“Lindomarcos Faustino faz parte de uma geração que não se intimida diante dos obstáculos (para alguns intransponíveis) e se lança de corpo e alma ao labor instigante de pesquisar, digitar, ir atrás de patrocínio e vender suas obras.” (Padre Guimarães Neto)

“Afinal vejo no mesmo um talento nosso que saiu de uma família humilde; porém, honrada e a se tornar alguém capaz de nos transmitir maravilhas através da sua escrita.” (Gilson Gardoso).

“O primeiro mérito da poesia de Lindomarcos é a coragem de “dar a cara” e vir a lume; tantos produzem tanta poesia, porém, que irá permanecer inédita para sempre, sem ingressar no mundo literário.” (Paulo Afonso Linhares) 

“Escritor, poeta e historiador, Lindomarcos trilha pelo caminho das letras com vontade de se tornar cada vez maior, dentro do ofício que escolheu. Para tanto, com esforço está pavimentando esse caminho lançando luz à sua vocação.” (Gilberto de Souza) 

“Lindomarcos, mais uma vez, se tornara um bom Samaritano, ao traçar novas linhas de pesquisas, fazendo ressurgir fatos marcantes da nossa história. Iluminando-nos e reacendendo a esperança de que jamais essa história perecerá com o tempo.” (Wilson Bezerra de Moura)

Ainda outros poetas e escritores, amigos de Lindomarcos, fizeram suas apreciações sobre suas obras e o autor. 

Em novembro do ano de 2004, Lindomarcos participou de um concurso literário, cujo tema foi “Concurso Literário Maria Silva de Vasconcelos Câmara”, sendo classificado em segundo lugar, promovido pela Prefeitura Municipal de Mossoró e Secretaria da Educação do Município, atual Gerência Executiva da Educação e do Desporto. 

Este jovem poeta trata-se de uma pessoa muito habilidosa naquilo que se propõe a fazer. Por outro lado é um incansável pesquisador da cultura, da história e dos costumes do povo mossoroense. Lindomarcos é membro da Associação dos Poetas e Prosadores de Mossoró (APOEMA), neste município e cidade de Mossoró, desde 2001. No dia 25 de novembro de 2013 foi agraciado pela Câmara Municipal de Mossoró com a “Medalha do Mérito Cultural Vintg-un Rosado”, pelo Decreto Legislativo 65/2013, o ato solene ocorreu no Teatro Municipal Dix-huit Rosado; ainda recebeu a Medalha de Reconhecimento pela Câmara Municipal de Mossoró, em 2014.

No dia 28 de agosto de 2015, Lindomarcos Faustino estreou a coluna “Relembrando Mossoró”, no jornal Gazeta do Oeste, onde toda sexta-feira ele nos trazem um personagem que fez história no passado mossoroense. Onde iniciou com a biografia de Monsenhor Huberto Bruening, na página ClassificAÇÃO. 

Como poeta e escritor, ele nos conta que ainda há muita coisa para se fazer tanto no sentido cultural quanto histórico. De uma forma ou de outra, Lindomarcos vem contribuindo para com a cultura e a história do povo local.

Seus livros publicados foram:

Meu Primeiro Passo – 2003
Eu e a Solidão – 2005
Súplicas de Amor e Lágrimas – 2006 
Coisas de Amor – 2008
Páginas da Vida – 2009 
Pedaços de Mim – 2010
Dois Corações e Uma História – 2010
Catedral de Santa Luzia (Um Pouco de Sua História) – (2010 - 1° edição / 2011 - 2° edição / 2012 - 3° edição)
Paróquias e Capelas de Mossoró – (2011 - 1° e 2° edição)
Conexão com o Amor – 2012
Memorial dos Sacerdotes de Mossoró – 2012
Mossoró – Fatos Cronológicos – 2013
A Saga da Radiofonia Mossoroense – 2014
Governantes de Mossoró – 2014
Diocese de Mossoró – 80 anos de Evangelização (1935 – 2014) – 2014.
Figuras Mossoroenses – 2015
Santa Luzia – Memorando seus Festejos – 2015
Relembrando Mossoró – 2016.
Uma Viagem Pelas Ruas de Mossoró – 2017
Trilhando nos Caminhos do Passado de Mossoró – 2017

domingo, 15 de novembro de 2015

Cronologia da História de Mossoró

1605 - Jerônimo de Albuquerque cede uma sesmaria(terra) aos filhos na área onde hoje está Mossoró. Mas o fato não tem relação com o povoamento do local.

1678 - Moradores das capitanias e Pernambuco e Rio Grande decidem povoar o sertão da província. Este fato deflagra o povoamento da região.

1739 - Os historiadores registram a existência da Fazenda Santa Luzia, de propriedade de Teodorico da Rocha Bezerra.

1770 - O sargento Antônio de Souza Machado é o novo proprietário da Fazenda Santa Luzia.

1772 - Atendendo pleito de Antônio de Souza Machado, as autoridades eclesiásticas concedem licença para a construção da Capela de Santa Luzia, fundamento para o povoamento da área.

1842 - A resolução 87 torna Mossoró, que já tem este nome, Freguesia.

1852 - Mossoró é declarada Vila e Município, o que dá origem a formações políticas.

1853 - Instalada a Câmara Municipal de Mossoró.

1861 - Mossoró é declarada Comarca, pela lei nº 499.

1870 - A 9 de novembro Mossoró é declarada Cidade.

1883 - Através de batalha da Loja Maçônica 24 de Junho, Mossoró se torna a primeira cidade do Rio Grande do Norte a libertar os escravos.

1927 - Lampião ataca a cidade em 12 de junho e é rechaçado pelas forças locais. O cangaceiro Jararaca é ferido em combate e morre em Mossoró.

1927 - A professora Celina Guimarães Viana requer o direito de voto e obtém se tornando posteriormente a primeira eleitora da América Latina.

Fonte:Jornal Gazeta do Oeste
Domingo,  11 de dezembro de 1994. 

sábado, 7 de novembro de 2015

Vila Maisa

Espaço destinado a postagens da Vila Maísa, uma das mais importantes comunidades do município de Mossoró.

Comunidades

Aqui será postado a história das comunidades do município de Mossoró.

sábado, 3 de outubro de 2015

Dix-Huit Rosado - ex-prefeito


Jerônimo Dix-Huit Rosado Maia, nasceu em 21 de maio de 1912, na cidade de Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte. Filho de Jerônimo Rosado Maia e Isaura Rosado Maia, formou-se, no ano de 1935, em Medicina pela Universidade Federal da Bahia e em 1937 contraiu matrimônio com Naide Medeiros Rosado com quem teve seis filhos: Liana Maria, Mário Rosado, Margarida Maria, Maria Cristina, Naide Maria e Carlos Antonio Rosado.

A partir dos anos 40, Dix-Huit Rosado dedicou-se à vida pública nas três esferas, federal, estadual e municipal. Sempre com a atenção voltada para sua terra natal, todas as vezes que exerceu algum cargo público procurou de certa forma beneficiar Mossoró. Um exemplo claro desse comportamento foi quando esteve à frente do Instituto Nacional do Desenvolvimento e Reforma Agrária – INDA, que conseguiu construir, equipar e federalizar a Escola Superior de Agricultura de Mossoró – ESAM, atual Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA. Foram tantas atitudes como esta, que nos leva a admitir que o êxito eleitoral de Dix-Huit em Mossoró, acredita-se ter acontecido como forma do povo mossoroense demonstrar seu reconhecimento pela sua obsessiva luta em beneficio da cidade onde nasceu. Em Mossoró foi prefeito durante três mandatos: o primeiro de 1973 a 1976; o segundo de 1983 a 1988; e o terceiro de 1993 a 1996. Marcadamente, a sua preocupação com a cultura de Mossoró data de 1984 quando idealizou a criação da Zona Especial do Corredor Cultural de Mossoró, realizando no dia 28 de setembro um seminário para discutir o assunto; e em 1993 com a criação da Fundação Municipal de Cultura, através da Lei 756/93, do dia 24 de agosto, e a realização do V Fórum Cultural de Mossoró de 12 a 28 de agosto.

O Velho Alcáide, como gostava de ser chamado, era portador do título de Professor Honoris Causa da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e de Sócio Benfeitor e Honorário de todas as Sociedades e Associações Estaduais de Engenheiros Agrônomos e Veterinários do Brasil.
Em reconhecimento aos seus méritos de cidadão e homem público de vida ilibada, foi ainda agraciado com o titulo de Cidadão Cearense, Paraibano, Fortalezense, Natalense, e além de cerca de 50 outros municípios que lhe outorgaram o mesmo título, como Assú/ RN, Carnaubais/RN, Governador Dix-Sept Rosado/RN, Ibirubá/RS, Ipanguaçu/RN, Uberaba/MG, Uberlândia/MG, Surubim/PE, Quixadá/CE, Castanhal/PA e outros, todos localizados nos mais diferentes pontos do País.

Dix-Huit costumava dizer: “Quem não faz um pouco mais por sua terra, não fará nada pela terra de ninguém”. Frases como esta o imortalizaram. Serra Grande (era assim que muitos mossoroenses e sua filha caçula – Naide Maria, o chamavam), veio a falecer na função de Prefeito de Mossoró (seu terceiro mandato) em 22 de outubro de 1994 aos 86 anos de idade.

Dix-Huit Rosado é hoje e será considerado sempre, na historiografia mossoroensse, um verdadeiro patrimônio da cidade de Mossoró. É patrono de um Teatro Municipal na cidade de Mossoró, o "Teatro Municipal Dix Huit Rosado"

História do Teatro Dix-Huit Rosado

Teatro Municipal Dix-Huit Rosado

A história de luta pela construção de um Teatro Municipal para Mossoró vem desde o início do Século passado (Sec. XX), mais acentuadamente nos anos 80 e 90, com as lutas dos artistas mossoroensses mobilizados e coordenados pela Cooperativa Caiçara de Artistas, Técnicos e Produtores Culturais de Mossoró – COOCAR.

É preciso lembrar o acirramento das lutas e protestos que esses artistas, reivindicando um Teatro para Mossoró, vivenciaram, chegando a realizar uma “Procissão das Tochas”, no dia 24 de agosto de 1993. Percorrendo durante 24 horas as principais ruas, praças e logradouros de Mossoró, gritando palavras de ordem, lendo textos teatrais e poemas e fazendo encenações, esta estratégia foi uma forma de chamar a atenção do poder público e da população em geral para a necessidade de ser construído em Mossoró, um Teatro Municipal. A partir daí, as preocupações do poder público foram se aguçando e em 1996, a Prefeitura Municipal de Mossoró – PMM, alugou o prédio do Cine Teatro Cid (que estava desativado) e lá instalou, provisoriamente, o Teatro Municipal de Mossoró denominando-o de Lauro Monte Filho. O Teatro Municipal Lauro Monte Filho, em 2001, passou a ser estadual e o Teatro Municipal de Mossoró passou a ser chamado de Dix-Huit Rosado, conforme Lei Nº 1534/2001, de 24 de agosto de 2001.

Com a presença da PETROBRAS nesta cidade de Mossoró, empresa interessada em estreitar laços com as comunidades onde atuava, é convidada pela PMM para juntas realizarem a empreitada de construírem o Teatro Municipal de Mossoró. Acatado o desafio, em 2001 iniciou-se a construção do Teatro Municipal de Mossoró, um investimento da ordem de R$ 6 milhões, graças à parceria realizada entre a PETROBAS, Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Mossoró, sendo sua inauguração em 05 de agosto de 2004. Esse ato inaugural contou com a presença da então prefeita Rosalba Ciarlini Rosado, o vice-prefeito Antônio de Farias Capistrano, o presidente da Fundação Municipal de Cultura Antônio Gonzaga Chimbinho, o deputado federal Betinho Rosado, o Gerente Geral da PETROBAS no Rio Grande do Norte Horácio Lugon e outras autoridades.

A programação de inauguração foi realizada no período de 06 de agosto a 03 de setembro de 2004, praticamente um mês de festa em exaltação à arte e à cultura. Nessa ocasião, apresentaram-se artistas e grupos tais como: Antônio Nóbrega (Recife - Pe), Clotilde Tavares(Natal-RN), Cia. Gesto de Dança (Mossoró-RN), Sônia de Paula(Rio de Janeiro – RJ), Grupo de Teatro Pessoal do Tarará(Mossoró-RN), Christian Pinheiro (Mossoró - RN), Cia. Cazumbá de Teatro e Dança (São Luiz- MA), Cia. RN de Teatro (Natal – RN), Elizabeth Savalla (Rio de Janeiro – RJ), Coral Madrigal da UFRN (Natal - RN ), Grupo Imburana Mororó (Mossoró-RN), Grupo de Teatro Universitário de Mossoró – GRUTUM (Mossoró-RN), Grupo Vina (Mossoró-RN),Eliane Giardini (Rio de Janeiro – RJ), Música de Câmara Brasil (Rio de Janeiro – RJ), Cia. Escarcéu de Teatro (Mossoró-RN), Coral Carcará (Mossoró – RN), Coral da PETROBRAS (Natal – RN), Orquestra Talento PETROBRAS (Natal – RN), Cia. Pão Doce de Teatro (Mossoró-RN), Gal Costa (Rio de Janeiro – RJ),Cia de Teatro Sol ( Natal - RN) e o Grupo Arruaça (Mossoró-RN).

O Teatro Municipal Dix-Huit Rosado – TMDR , está localizado na Praça Cícero Dias, S/N, em Mossoró/RN, fazendo parte do "Corredor da Cultura de Mossoró", ocupando a posição entre a Estação das Artes Elizeu Ventania e o Memorial da Resistência, ambos na Av. Rio Branco.
Erguido em arquitetura italiana, é considerado um dos mais modernos do Brasil, tendo seu projeto arquitetônico sido elaborado pelos arquitetos: Carlos Augusto Nogueira Mendes, Luiz Eduardo L. Moura Falcão, Vera Cidley Paz de Lira e C. Soares, todos servidores da Prefeitura Municipal de Mossoró. Foi construído numa área de 2.570 m2 e conta com 738 lugares, sendo 600 na plateia, 68 nos camarotes, 64 nas galerias e 06 para portadores de necessidades especiais. É composto por um átrio, bilheteria com sala de apoio, foyer, bomboniere, banheiros masculino e feminino, foyer superior com bar/café e banheiros, sala de ensaio, cabine de luz e som, caixa cênica, proscênio, palco, coxias, sala de piano, 2 camarins individuais, 2 camarins coletivos, copa/cozinha, lavanderia, rouparia, sala de costura, setor administrativo, recepção, secretaria e diretoria, 2 salas de eventos, doca de carga e descarga, oficina e depósito de cenário, casa de máquinas, gerador e subestação de energia. Enfim, conta com o que há de mais moderno em estrutura de teatro no Brasil.

domingo, 26 de julho de 2015

Do provinciano ao universal

A história da evolução cultural do homem, em seu processo interativo com o habitat, apresenta rústicas características comportamentais, fixadas ao longo do tempo, na índole e na alma, tornando-o inculto ante a árdua luta pela sobrevivência. 

Compilando-se os fatores evolutivos que incidiram a sociedade, nos últimos 60 anos, verifica-se quão nostálgica é a postura do homem provinciano, nascido e criado nos campos e nas cidades interioranas. É calado, meio desconfiado, sem capacidade(algumas vezes) para discernimento aos truques que lhe são asquerosamente aplicadas pelo chamado “homem universal ou homem da metrópole”. 

Chamam de matuto ao provinciano, esquecendo-se, muitos, de que é dele que sai a voz candente, representativa das multidões silenciosas.  O seu lado sorumbático reflete a solidão remanescente do sangue camponês a correr em suas veias. 

Os homens das grandes cidades, em sua maioria, pensam e acham, erroneamente, que o homem oriundo da zona rural ou de pequenas cidades, é m ser sem outro direito que o de trabalhar e retirar o chapéu da cabeça, em gesto humilde e delicado de submissão aos senhores, em primeiro lugar, e depois aos santos. A humildade sempre presente em seus atos e palavras obedece a sentimentos nativos polidos pela disciplina doméstica. 

A universalidade dominante na metrópole evidencia amálgamas de contraditórios reflexos, explodindo em terríveis manifestações de ódio e violência. Relembremos o provincianismo presentes nas antigas eleições, mostrando os embates saudáveis dos velhos tempos. Os que disputavam o poder de mando àquela época, de ambos os lados, nunca esqueceram de acatar os predicados e as virtudes alheias na cortesia recíproca de homens igualados pelo mesmo nível de educação. 

No contexto do direcionamento da prole familiar, cumpria-se, com rigor, o princípio tradicional, que representava uma norma de conduta. Nas reuniões familiares d’antanho os assuntos se apresentavam. Já censurados pela norma do bom senso. 

Há uma premissa no contexto sociológico, que parte do princípio de que “O UNIVERSAL É APENAS UM AVANÇO DAS FORÇAS DO PROVINCIANO”. As pessoas que crescem dentro dos padrões inflexíveis, dimensionados pela ortodoxia social ainda perceptível, apresentam maior adaptabilidade aos ditames morais que regem a sociedade como um todo. Resina-se na mudez desapontadora das grandes atribuições do espírito. 

O materialismo dialético reinante explode (nos homens ditos civilizados) o subconsciente atávico, induzindo-o a uma reação tumultuante, com desfecho na violência dos seus influxos instintivos. o processo interativo vivido nas grandes cidades, conduzem a uma indesejável convivência com os processos degenerativos da violência, infiltrados em todos os segmentos sociais. 

Num processo antagônico à azáfama atual, com os engarrafamentos atuais – estonteantes e irritadiços, trago à lume o Código de Posturas de Mossoró, evidenciado pelo jornal “O Mossoroense”, edição de 17.09.1908, dando ênfase à necessidade de preservação do silêncio harmonioso, ocasião em que evoca o art. 54 que determina: “COMBOIOS OU TROPAS DE ANIMAIS NÃO PODERÃO ENTRAR E SAIR NESTA CIDADE COM CHOCALHOS DESTAMPADOS NOS ANIMAIS”. A seguir advertência do Jornal nos seguintes termos: “Ainda ontem nos chamou a atenção a passagem pelo beco, formado pelas nossas oficinas e a Pharmácia Rosado, de um comboio, cujos animais traziam os chocalhos num repique infernal. E o Fiscal?... “

É por demais expressiva a diferença, no que diz respeito ao bem estar do próximo naqueles idos tempos, para os dias atuais. Hoje, deparamo-nos diuturnamente com insolentes adolescentes, num frenético ritual de letal exibicionismo sonoro – provocante e irritadiço. 

Há que se admitir que o silêncio impõe harmonia, ao contrário do barulho  - que atropela a formulação de fantásticas ideias e inibe a capacidade de completo discernimento da realidade vivida. DEUS está presente no silêncio e na reflexão de cada um. 


Mossoró, 20.07.1997.
Por Marcos Pinto - historiador e advogado 

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Wilton Alves


WILTON ALVES MAIA, natural de Mossoró/RN, filho de Manoel Wilson Maia e Raimunda Francisca da Conceição Neta, nasceu às 09 da manhã na Maternidade Santa Luzia, no dia 10 de abril de 1996.

Começou a estudar aos três anos de idade no Colégio Tereza Neo,  e hoje estuda o terceiro ano do ensino médio na Escola Estadual Prof. José Nogueira, ambos na cidade de Mossoró. 

Mora atualmente no Bairro Santo Antônio, o maior bairro de Mossoró, localizado na Zona Norte da cidade. Wilton gosta muito de sua cidade e de notícias com cunho policial, por isso tem uma página no facebook de nome “MOSSORÓ NOTÍCIAS”, onde posta diariamente notícias, informações sobre Mossoró e região. 

Número de contato: (084) 9125-7192

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domingo, 29 de março de 2015

Mossoró - Beatriz Bandeira

Um vento morno
de salitre e fogo
abre flores de sal
nos velhos muros
Esquálidos meninos macilentos
tangem bandos de cabras esqueléticas
e, sob um sol que queima
e um chão que abrasa,
desenham Portinaris na paisagem.
“Índio é terra que anda”
disse um poeta.
E eu vejo em tua gente,
retorcidas raízes, rijos caules,
e essa força que brota
de entranhas minerais
da terra calcinada, e se prolonga
em duras caminhadas.
Mossoró, Mossoró, predestinada aurora,
pioneira de lutas precursoras
castigada e sofrida sentinela
de históricas vigílias.
Um vento morno
de salitre e fogo
abre flores de sal
nos velhos muros
e lágrimas de dor
choram meus olhos
de saudade e de ausências consumidas.

Beatriz Bandeira
Do livro: "100 Poetas de Mossoró", Fund. Guimarães Duque, Fund. Vigt-un Rosado, Col. Mossoroense, 2000, RN